sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Presente...


"Tem gente que vai embora, mas a gente sente que ficou.
Tem outras que nunca se vão,
mas a gente sente que se foram..."
[Juscelino Moura]



Meu amigo JK, Jujuba, Jujubex, Ju, Juju... Hoje a tarde quando eu estava sentada com DPH na recepção e vc veio com seu jeito sempre carinhoso me abaçar e eu tristinha... Vc perguntou qual era o problema e eu disse: não é problema, é amor... Vc entrou no estúdio e voltou minutos depois com o rascunho desse verso... Nas minhas poucas palavras e do meu olhar você conseguiu traduzir nesse verso e me fez derramar lágrimas de saudade. Esse presente é lindo, obrigada... Sensibilidade: ou vc tem, ou vc não tem! [risos]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Até onde pretendemos chegar? É interessante observar o quão isolados estão nossos objetivos, ou melhor, quantas coisas temos que deixar para trás para alcançá-los. À medida que avançamos, nunca resistimos em olhar pra trás, e ver que as coisas vão ficando cada vez menores e distantes e quando você olha pra frente percebe que está em meio ao deserto, o que fazer? Já nem se pode voltar atrás, o que se ver então é um horizonte de incertezas, mas você segue em frente guiado pelo que você acredita que vai encontrar. Newton talvez tenha encontrado não só as leis da física, mas sim, as leis da vida: para toda ação existe uma reação de mesma intensidade na direção oposta. Isso se torna prático quando temos que nos lançar aos desertos que a vida nos trás, de acordo com o que fazemos nos é exigido algo de mesma intensidade, mas no sentido oposto ao que desejamos. Muitas vezes não conseguimos perder de vista essas coisas que temos que deixar para trás e acabamos ficando ou voltando, mas outras vezes seguimos em frente, mesmo temerosos, sem medo de arriscar e quando tudo da certo você decide abandonar tudo novamente e seguir adiante ou voltar pra casa. Mas qual o momento de ir? E qual o momento de voltar?
Que tal refletir um pouco heim?!! Eu ainda estou indo ao deserto, consigo ainda ver muitas coisas quando olho para trás, mas sei que uma hora vou perdê-las de vista, então pretendo seguir nessa inércia. Talvez esse dia já tenha chegado, encontre seu caminho de volta pra casa...
E sejas feliz!!!

by... "

Obs.: Esse texto é um comentário feito para o post “A carta – Legião Urbana”. ‘Desconheço o autor’.

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Eu não sei o que pensar... Passei o dia inteiro pensando nessas palavras e na possível pessoa que as escreveu. Uma coisa é certa, essa pessoa me conhece, e bem. Provavelmente está longe de mim, do outro lado de um abismo que foi criado sabe-se lá por que. Mas o jeito de escrever... Essa história de objetivos, deixar coisas para trás para alcançá-los... Mônica, eu acho que cometi um equívoco essa manha quando tentava descobrir de quem era esse texto.

Não olhar para trás é impossível. Ver tudo lá bem menor ate desaparecer só acontece se a gente, se eu e você, permitirmos.

Voltar pra casa? Como? Minha vida, meu mundo está virado. Eu me sinto sozinha, mas não sozinha de amigos, é sozinha comigo mesma. Medo do amanhã, do que me espera, medo dos meus sentimentos. Eu não deixo de viver por isso, mas uma parte minha se perdeu e sem ela tá muito difícil. Nunca gostei de rótulos, sempre tive minhas vontades feitas no momento em que eu bem queria. Eu não sei amar, eu n sei manter quem eu amo ao meu lado. Se isso tudo é uma prova, um teste, Senhor, eu não sei nem como colar do colega ao lado.

"Não sou tão triste assim, só estou cansada. Porém, não sei se estou cansada, por estar realmente cansada ou se cansada a ponto de desistir" (Clarice Lispector)

Marta Soares

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A carta... Legião Urbana


Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio a saudade visitar meu coração
Espero que desculpes os meus erros por favor
Nas frases desta carta que é uma prova de afeição.

Talvez tu não a leias mas quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa é confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida mais ninguém.

Tanto tempo faz, que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa que eu sonhava
E guardo a impressão de que já vi passar
Um ano sem te ver, um ano sem te amar.

Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tu tivesses só entusiasmo
E para terminar, amor assinarei
Da sempre, sempre tua...

Tua menina

Saudade é não saber...


“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Cortar o dedo com a Gilette dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater com a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, dos abraços, dos sorrisos, do bom humor, do olhar. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém, ninguém msm, sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquele decote enlouquecedor. Não saber se foi na consulta como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se tem assistido às aulas da faculdade; se ela continua preferindo whisky... Se continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se continua dançando daquele jeitinho que só ela sabe; se continua adorando o MC Donald's; se ela continua amando... Se continua a dirigir como se tivesse numa Fórmula 1 e sem cinto de segurança; se continua a dormir pouco. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer saber. É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é não mais saber de quem se ama, e ainda assim doer, doer muito; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”


“Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
Lá, Lara Lara, Lá Lara Lara ...
Lá Lara Lara ..."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia


Este não é um texto sobre o amor. É um texto sobre uma cidadã que já amou demais. Uma cidadã que faz tudo errado. Que se desconserta quando alguém fala que gosta dela. Que é contraditória por natureza. Que fala a verdade quando deveria mentir. Que diz que é fiel aos seus sentimentos mas não entende nada sobre fidelidade. Que gosta de um cara mas sai com outro sábado à noite. Que quer se matar por dar 'end' no cidadão que ela mais quer quando ele liga e ela está com outro. Que já largou um cara dentro do cinema sozinho e nunca mais voltou. Que já saiu de casa às duas da manhã numa terça-feira fria. Que já chorou por um homem. Que já chorou por alguns homens. Que não tem vergonha de falar o que sente. Uma cidadã cujo sorriso entrega suas emoções. Cujos lábios movem quando ela pensa. E cujos olhos não a deixam mentir.
Uma cidadã que odeia pimentão. Ama beterraba. Odeia quando tem que esperar alguém ligar.
Odeia mais ainda quando esse alguém não liga. Uma cidadã que adora chocolate. Que queria morar sozinha. Adora sua própria companhia. Adora não ter mais idade pra brincar de polícia-e-ladrão. Pra fazer joguinho. Adora já ter passado da fase de fingir que ela não está afim quando está.
Só que essa cidadã faz tudo errado. Ela diz por aí que quer namorar. Mas se esquiva quando seus casos começam a ficar sérios. E só se envolve com os “não-namoráveis”. E anda dispensando todos os caras com quem ela poderia pensar em fazer planos. Talvez porque, lá no fundo, ela goste de ser solteira. De poder escolher com quem ela vai sair no final de semana. Talvez ela queira ligar praquele cara bacana no meio de alguma festa.
Talvez porque ela ache que sair e conhecer novas pessoas seja uma coisa legal. E porque ela ainda não encontrou alguém que faça valer a pena largar tudo isso pra se comprometer a um cara só.
Talvez porque ela goste de chegar em casa sozinha. Tirar suas roupas e se jogar em cima da cama. Poder deixar tudo espalhado. Reservar-se o direito de não atender o telefone fixo. Assistir ao canal de TV que ela bem entender. Ficar na internet por quantas horas achar conveniente.
Dar end no celular de acordo com seu humor. Ir e vir de onde ela bem entender. À hora que ela bem entender. E com quem ela bem entender. Talvez tudo isso seja verdade. E talvez tudo isso passe. Mas fato é que a cidadã não vai abrir mão disso por pouca coisa. E que ela não troca suas tardes de domingo sozinha por tardes de domingo em companhia errada.
Fato é que a cidadã não quer alguém pra chamar de namorado. E o dia que ela encontrar, ela não vai deixar esse alguém escapar por nada deste mundo. Porque essa cidadã sabe o que é perder o cara que é o amor da sua vida. Sabe o que é fazer tudo errado sempre. Mas, mesmo assim, ela não tem medo de começar tudo de novo. De tentar outra vez. E essa cidadã só quer viver de novo aquilo que ela conhece muito bem. Amar.
Incondicionalmente. Viver incondicionalmente. Viver sem fazer planos. Sem querer prever o futuro. Estar do lado de alguém que é o mundo pra ela. Estar do lado da pessoa certa. Aquela única pessoa com quem ela gostaria de estar. Alguém que conhece todos os seus medos. Todos os seus sonhos. Que sonha junto com ela. Alguém por quem ela abriria mão de todas as maravilhas da vida de solteira. E por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia.

Sou do signo de Touro, nascida em 30 de abril de 1988. Sou dedicada. Franca. E exijo o mesmo das pessoas. Não gosto de meias-palavras ou meias-verdades. Só uso meias brancas. Quase nunca passo o reveillon de branco. Sou do avesso. Talvez eu seja, sim, o oposto daquilo que esperam de mim. Gosto dos bichos. Não gosto de muitas pessoas. Minha vida é desalinhada. Choro como uma criança. Talvez eu mereça mais que isso.
Talvez meu jeito estúpido de amar as pessoas ao meu redor não seja suficiente.
Talvez eu precise começar do zero e aprender a amar. Aprender a viver como se diz no manual. Sou temperamental. Aprendi com os bichos. Não gosto de ser incomodada sob o risco de eu te dar uma mordida e arrancar seu dedo fora. Gosto da liberdade, mas adoro companhia.
Admiro as araras azuis. Aprendi no Discovery Channel que elas passam a vida inteira com o mesmo companheiro. São livres. Ninguém, nem nenhuma lei, obriga ninguém a ficar junto por mais tempo do que o amor consegue fazê-lo. Eu acredito nisso. No amor livre. No amor enquanto houver amor. No respeito, na cumplicidade, na transparência. E não estou falando de lingerie aqui.
Por não saber o que quero da vida, vivo fazendo o que não quero. Por não saber amar, vivo levando na cara. Por amar demais, vivo sonhando. Por não acreditar nos sonhos, vivo me ferrando. Por me ferrar sempre, vivo me fechando. E por me fechar demais, vivo sem amor. Vivo com poucos amigos, poucas cifras e poucos CDs. Vivo com alguma poesia. Vivo sem sorte no jogo e apostando no amor.
Não quero amor de fim de noite. Não quero amor de uma noite só. Não sei mais paquerar ou fazer joguinho de “não te quero só pra você me querer”. Não preciso que me queiram pra massagear meu ego. Tenho foco. Não preciso de homem pra massagear meu ego. Não preciso de ninguém pra me dizer o quanto sou linda, gostosa e inteligente. Pra isso, tenho espelho, academia, papel e caneta. Não preciso usar meu corpo ou muito menos minhas palavras pra conquistar alguém. Pra isso, tenho sentimentos que falam por mim.
Acredito no amor, apesar de o amor não acreditar em mim. Valorizo as pequenas coisas, como o chocolate no fim da tarde e o almoço no meio do dia. Valorizo a boa intenção. A boa fé. Acredito nas palavras do coração pra fora. E nos sentimentos do coração pra dentro. Acredito em tudo que vem de dentro da alma. Acredito no agora e desconfio – muito – do futuro. Desejo o bem pra quase todas as pessoas que conheço. Acredito no desejo. Acredito na vontade que faz acontecer. Acredito que tudo que queremos de verdade acontece. Respeito todas as crenças. Acredito no amor que dura uma vida inteira. Desconfio do amor que dura uma noite. E respeito todas as formas de amar.

Prazer, Marta Soares.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ser ou Não Ser de Ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois?
Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida....
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram.
Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix".A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.

Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.
Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender a amar se relacionando, trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo e não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também...É não ser livre para trocar e crescer...É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.
Arnaldo Jabor

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, sorriso, olhos, pernas, pescoço, mãos... Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... Isso a gente vê depois... Se calhar... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... Experimente me amar!

Apresentação

Ah, lá vamos nós outra vez... Bem, até agora eu não falei pra vcs quem sou eu e isso é uma falta de educação gravíssima. Perdoem-me, mas vou continuar sendo mal educada, não vou falar quem sou, nome, de onde venho, o que faço... Vcs vão conhcer a pessoa que vai alimentar esse blog, Sou um anjo e anjo a principio não possui sexo! Então posso falar como menina e como menino, vai depender do meu estado no momento em que tiver escrevendo.

Mas preciso esclarecer uma coisa, tudo o que escrever aqui será puro, verdadeiro e honesto! Nada que não seja de coração aberto virá pra cá, certo? Combinado!
A maioria de suas respostas foi a letra "c":
Você está definitivamente seduzido pelo amor, pronto a se entregar à primeira chance que ele te der. Entretanto, o que parece ser a melhor coisa do mundo pode se transformar numa espécie de afogamento se você “for com tanta sede ao pote”, como diz o ditado. Desejar viver um grande amor é ótimo, desde que você não esteja ansioso demais, não coloque toda a sua vida na dependência desta possibilidade. Claro que acreditar no amor é fundamental para que se possa vivê-lo e isso é um ponto muito favorável em você. Parabéns! Mas quando não existe consciência alguma de limite interno, o mais provável é que você atraia pessoas que ultrapassem seus limites sem que você perceba e tenha tempo de barrá-las. Quando se dá conta, já foi violentado, magoado, desrespeitado... e fica com a sensação de que amar é sofrer ou de que esta é sua sina: amar sem ser correspondido, e ainda exaltando tamanha dor de modo poético e trágico. Além disso, também pode atrair pessoas tão ansiosas quanto você, com quem você se mistura tão indefinidamente que termina perdendo a noção de seus contornos, tornando o encontro simbiótico e empobrecido. Não é troca e sim consumação. Fique atento aos limites e, no mais, continue apostando na grandeza e na força do amor.

L.C.P.T.


sábado, 3 de janeiro de 2009

Pq quem ama cuida

Eu tenho invertido alguns valores...
Não sou perfeita e nem desejo ser. Eu quero mais é que meus desejos tortos corram por aí!
Você sabe o que é se entregar de corpo e de alma a alguém? Sabe o que é apostar em uma pessoa? Confiar nela qdo todo o mundo te diz o contrário? Qdo ngm aposta nela, nem ela mesma? Pois eu me etreguei a esse algm! Acreditei na mudança...

Mais uma vez fui ingênua, sonhadora... Eu acredito demais nas pessoas! Agora quero acreditar em mim, no que sou, no que posso ser. Quero crer que EU posso ser o mundo de alguém. Eu me apaixono por pessoas, não quero saber quem é, o que tem, o que pode me oferecer materialmente; Quero só que me faça feliz!

Se quem ama cuida, vou achar algm que cuide de mim...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Versos Simples

"Sabe, já faz tempo,
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
Saudade,
Já não sei se é a palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito
Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples,
Mas que fiz de coração".

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