"Até onde pretendemos chegar? É interessante observar o quão isolados estão nossos objetivos, ou melhor, quantas coisas temos que deixar para trás para alcançá-los. À medida que avançamos, nunca resistimos em olhar pra trás, e ver que as coisas vão ficando cada vez menores e distantes e quando você olha pra frente percebe que está em meio ao deserto, o que fazer? Já nem se pode voltar atrás, o que se ver então é um horizonte de incertezas, mas você segue em frente guiado pelo que você acredita que vai encontrar. Newton talvez tenha encontrado não só as leis da física, mas sim, as leis da vida: para toda ação existe uma reação de mesma intensidade na direção oposta. Isso se torna prático quando temos que nos lançar aos desertos que a vida nos trás, de acordo com o que fazemos nos é exigido algo de mesma intensidade, mas no sentido oposto ao que desejamos. Muitas vezes não conseguimos perder de vista essas coisas que temos que deixar para trás e acabamos ficando ou voltando, mas outras vezes seguimos em frente, mesmo temerosos, sem medo de arriscar e quando tudo da certo você decide abandonar tudo novamente e seguir adiante ou voltar pra casa. Mas qual o momento de ir? E qual o momento de voltar?
Que tal refletir um pouco heim?!! Eu ainda estou indo ao deserto, consigo ainda ver muitas coisas quando olho para trás, mas sei que uma hora vou perdê-las de vista, então pretendo seguir nessa inércia. Talvez esse dia já tenha chegado, encontre seu caminho de volta pra casa...
E sejas feliz!!!
by... "
Obs.: Esse texto é um comentário feito para o post “A carta – Legião Urbana”. ‘Desconheço o autor’.
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Eu não sei o que pensar... Passei o dia inteiro pensando nessas palavras e na possível pessoa que as escreveu. Uma coisa é certa, essa pessoa me conhece, e bem. Provavelmente está longe de mim, do outro lado de um abismo que foi criado sabe-se lá por que. Mas o jeito de escrever... Essa história de objetivos, deixar coisas para trás para alcançá-los... Mônica, eu acho que cometi um equívoco essa manha quando tentava descobrir de quem era esse texto.
Não olhar para trás é impossível. Ver tudo lá bem menor ate desaparecer só acontece se a gente, se eu e você, permitirmos.
Voltar pra casa? Como? Minha vida, meu mundo está virado. Eu me sinto sozinha, mas não sozinha de amigos, é sozinha comigo mesma. Medo do amanhã, do que me espera, medo dos meus sentimentos. Eu não deixo de viver por isso, mas uma parte minha se perdeu e sem ela tá muito difícil. Nunca gostei de rótulos, sempre tive minhas vontades feitas no momento em que eu bem queria. Eu não sei amar, eu n sei manter quem eu amo ao meu lado. Se isso tudo é uma prova, um teste, Senhor, eu não sei nem como colar do colega ao lado.
"Não sou tão triste assim, só estou cansada. Porém, não sei se estou cansada, por estar realmente cansada ou se cansada a ponto de desistir" (Clarice Lispector)
Marta Soares
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
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"Te trago meus versos simples, mas que fiz de coração"