quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu preciso ser amada.

Porque sou carente.

Por que sou carente?

Porque não encontrei o amor. Não o encontrei?

Ao encontrar o sufoquei, tenho a necessidade de atenção, por isso falo tanto.

Necessito ser amada...(Como vê voltei a falar de amor...rs)

Pois tenho muito amor dentro de mim.

Preciso ser compreendida.

Já que não compreendo tamanha necessidade.

Preciso externá-la Antes que enlouqueça!

O que sinto, vejo, ouço...

Tudo bem, voltei a falar mesmo de amor?

Mas preciso falar, não vou desistir, quem sabe o encontre?

... Por aí perdido, em qualquer rua...

Posso continuar a caminhada evoluindo e um dia quem sabe, quando eu estiver pronto ele (o amor) vai me procurar.

Te espero todo dia!

À frente da porta...

Entre, fique à vontade!

Não se acanhe!

Se a porta estiver fechada, insista...

Eu estou do outro lado.

Escutando atentamente as batidas, seguidas de apelos.
...
Abro a porta, os raios de sol, o vento, o frio, entram, você não.

Já era tarde, ainda te espero, como todos os dias à frente da porta...

(Saudades de tudo... Até de ver você dormindo...)

terça-feira, 14 de abril de 2009

É magoa. Já vou dizendo que se eu encontrar com você to com três pedras na mão. Eu só queria distancia da nossa distancia. Saí por ai procurando uma contra mão, acabei chegando à sua rua e a duvida era qual era a sua janela. Lembrei que era pra cada um ficar na sua... Atirei uma pedra na sua janela e logo correndo me arrependi, foi o medo de te acertar, mas era pra te acertar e disso quase me esqueci. Atirei outra pedra na sua janela, uma que não fez o menor ruído, não quebrou, não rachou, não fez nada e eu pensei que talvez você tenha me esquecido. Eu só não consegui foi te acertar o coração porque eu já era o alvo de tanto que eu já tinha sofrido. Ai nem precisava mais de pedra... Minha raiva quase transpassa a espessura do teu vidro. É magoa e o que eu choro é água com sal. Se der um vento é maremoto, se eu for embora não sou mais eu. Água de torneira não volta e eu vou embora. Adeus. O tempo vai passar você vai ver. Você está tão longe de entender o que eu falo, aqui, diante de você. O sol me reconforta, eu ando só e sei que você anda por aí. Eu nunca mais te vi ao meu redor, nem sei se me encontrei ou te perdi. Talvez eu siga sem você daqui pra frente, afinal, a vida tem caminhos muito desiguais. Disseram que você falava muito em mim e agora veja como a gente foi ficar... Vou sorrir pra tristeza agora.

“... Você foi dos amores que eu tive o mais complicado e o mais simples pra mim... A mais estranha historia que alguém já escreveu. E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar outra vez. Você foi brincadeira mais seria que me aconteceu... O amor mais amigo que me apareceu...”

sábado, 4 de abril de 2009

Hoje nasceu outra Marta...

Cansei de perder pessoas que eu amo por causa de atos impensados, cansei de botar a culpa na “loira gelada”... Hoje, quando acordei, me olhei no espelho e vi a imagem de uma mulher, prestes a completar seus 21 anos, mas que ainda carregava consigo a mania de dizer que erra querendo acertar.

Para chegar a esse momento, esse quadro de “amadurecimento” ou “pré-amadurecimento”, sofri. Tive que perder e talvez ter decepcionado alguém que eu me importo muito, alguém que eu amo...

Tem um vazio aqui e que nada preenche. Não sei que nome dar a isso, nem sei se tem nome também. Tive que levar mais um tapa na cara, dado por mim, pra aprender, pra crescer e para reconhecer que pra fazer as coisas certas boas intenções nem sempre são o suficiente.

Mesmo parecendo meio solitária, o que eu preciso neste momento é ficar só comigo mesma, para que eu possa descobrir quem eu realmente sou, para que eu possa fazer transparecer minha essência, fazer escolhas sensatas e assim ser mais verdadeira nas minhas atitudes e arcar com todos os bônus e ônus dessas escolhas.

Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás... Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre. Vivemos esperando dias melhores prá sempre... Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás... Vivemos esperando o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo...

Esse dia chegou. Prazer, Marta Soares. Quase um ano mais velha, e sim, senti que nesse último ano realmente aprendi alguma coisa. Agora é esperar as novas indagações... Já que quando achamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vc eh d+

Teu sorriso me vem na memória
Os teus olhos refletem a demora
Eu quero poder te beijar
Te ver mais uma vez e ouvir você cantar
Não sei o por quê disso tudo
se aconteceu tão simples e absurdo

Foi Muito mais, bem mais (repete)
Não dá para apagar essa sua maneira
Não da para esquecer o jeito de ser
Não quero tirar essa minha besteira
Que de besteira nao tem nada, eu posso estar apaixonada

Dá pra notar um novo começo
bem apressada e eu nem conheço
Mas quem disse que precisa intimidade
para sentir o que vem de verdade
Ninguém sabe mais o que sentir
é bom demais deixar fluir
Surgir, Surgir, Fluir... deixar fluir

E eu nem sei como vou te encontrar
Por um momento eu deixei de avistar
você sumiu da minha direção
Guardei sua voz
em forma de uma canção

Nada é além do que poder ser
Nada de mim vai poder te dizer
Que essa canção é para você
Enteder, que você eh
Demais...

(Agnela)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Canto dos Malditos na Terra do Nunca: Sinta Vontade de Ficar

Fique a vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe aqui é seu lugar
Mas se tiver de ida
Vê se não vai assim sem mim
Deixa a dor pra depois
Vamos nos aventurar nesse nosso tempo
Após prantos sem chorar

Fique a vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe aqui é seu lugar
Me mostra tua coragem
Vai leve tudo de mim
Apague os passos da estrada
Tente nem se quer lembrar
Daquele nosso tempo
O qual era tão fácil amar

Diz que quando eu for embora
Sempre vai me procurar
Não que eu não queira
Sempre eu vou te amar
E em cada estação
Em que não puder estar
Levo essa saudade
Enquanto não posso te levar
E no fim desse sufoco
Espero contar com a sorte
Se ela existe,
Que só a morte possa nos separar

Pra vc...

terça-feira, 24 de março de 2009

Estou cansada de bater e ninguém abrir

Ando perdida, com saudades, saudades de você, que me ensinou a te querer e não me ensinou a esquecer. Tenho medo dessa desorganização profunda. Quero me encontrar, mas não sei onde estou, tenho quase certeza que eu não sou daqui. Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente... Estou cansada de bater e ninguém abrir. Te fiz comida, velei teu sono, fui tua amiga, te levei comigo, e me diz: pra mim o que é que ficou? Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes, preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho, são tudo pequenas coisas e tudo deve passar.

Senhor, piedade, pra essa gente careta e covarde. Eu vou te amar assim por essa vida afora, guardando pra nós a causa e o motivo. Não te amei de repente e nem escolhi a hora, mas cuide deste amor mesmo que haja pranto. Sou eu mesma e serei eu mesma então e não há nada de errado comigo. Não preciso de modelos, não preciso de heróis, eu tenho meus amigos, e quando a vida dói, eu tento me concentrar n'um caminho fácil e eu queria que o tempo pudesse voltar dessa vez.

Eu não preciso de promessas, eu não tento ser perfeita e acho que você também, só quero fazer as coisas certas. Dias e noites, pensando no que fiz, eu sou uma vencedora, eu lutei pelo o que eu quis, mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada, vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo.

Ele passou do meu lado
Oi, amor - eu lhe falei
Você está tão sozinho
Ele então sorriu pra mim

Foi assim que o conheci
Naquele dia...

Nos encontramos à noite
Passeamos por aí
E num lugar escondido
Outro beijo lhe pedi

Lua de prata no céu
O brilho das estrelas no chão
Tenho certeza que não sonhava
A noite linda continuava
E a voz tão doce que me falava
O mundo pertence a nós

E hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ele
Já não sei onde procurar
Não sei onde ela está
Onde está meu amor?

segunda-feira, 23 de março de 2009



O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer

E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém

Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história

Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul

Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro

(Um Amor Puro - Djavan)

Esquece isso naum amor...

domingo, 22 de março de 2009

Quanto tempo demora um mês?

Daqui pra frente vou aprender a ser gente!
Você tem a vida inteira prá viver e saber o que é bom e o que é ruim. É melhor pensar depressa e escolher antes do fim... Você não sabe e nunca procurou saber que quando a gente ama prá valer bom é ser feliz e mais nada!
O pior é não saber, não ter noticias, se está tudo bem ou se a casa caiu.
É uma dor diferente. O coração pede paciência, mas eu nunca soube o que é isso. A razão me manda cair fora. Sabe aquela história, ‘se alguém te disser q não quer se envolver pule fora e a mande ficar com uma planta’? Pois até o Pequeno Príncipe teve sensibilidade para amar uma rosa, porque foi o tempo que dedicastes a tua rosa, que fez dela tão importante.
Um mês...
Acordei com o seu gosto e a lembrança do seu rosto, porque você se fez tão linda? Quanto tempo será que demora um mês pra passar? (Em um mês:) A vida inteira de um inseto, a folha do calendário, o trabalho pra ganhar o salário... Ser campeão da copa do mundo, Um dia em Saturno, rolo de carnaval virar amor, mas pra criança que não sabe contar, ih, vai levar um tempão. Mas, vai, se você precisa ir. Não quero mais brigar. Nossas acusações infantis e palavras que machucam tanto não vão levar a nada, como sempre. Vai, clareia um pouco a cabeça já que você não quer conversar. Já brigamos tanto, mas não vale à pena, vou ficar aqui, com um bom livro ou com a TV sei que existe alguma coisa incomodando você. Meu amor, cuidado na estrada e quando você voltar tranque o portão, feche as janelas, apague a luz e saiba que te amo...

Dor de amor podia ser indolor

As dores de amor deviam ser indolores... Sabe, que nem quando você é criança, se machuca e lá vem sua mãe passar mercúrio e mertiolate...? A ferida tá ali, mas não dói!

Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer. Você tem um rebolado... Tem o corpo tatuado... Os olhos verdes de esperança, esperança que me apego agora à espera da sua volta. As palavras não são suficientes pra dizer o que tá aqui. Quando eu te vi andava tão desprevenida que nem ouvi tocar o alarme de perigo. E você foi me conquistando devagar, quando notei já não tinha como recuar e foi assim que nos juntamos distraídos.

Então tá bom! É, senta e conta logo tudo devagar, não minta, não me faça, suportar você caindo nesse abismo enorme tão fora de mim. Há outras coisas no caminho aonde eu vou, às vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são meus e que não abro mão. Sei olhar o rio por onde a vida passa, mas ainda consigo me precipitar e perder a hora, mas escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora? É... Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri, palavras me aguardam o tempo exato pra falar, coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...

"Todo sentimento precisa de um passado pra existir. O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca, ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica... " (Poema de Benjamin Constant)

sábado, 21 de março de 2009

No país das Maravilhas...rs

Meu ex-namorado me disse que meus textos continuam melosos...rs. As coisas mudam, mas a essência é a mesma! Mais uma vez aqui pra falar do que mais conheço: o amor.

Eu sou apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não importa seu sobrenome, onde nasceu ou quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Pára de falar da festa. Da viagem. Das 300 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntz tuntz. Tá bom, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo. Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você se lembra?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
Ando sentindo uma saudade descabida. Saudade descabida porque não está cabendo em mim mesmo. Não cabe em lugar algum. Transbordou. Saiu da borda. Uma saudade estranha. Saudade de ligar pra alguém e chamar pra almoçar. Saudade de assistir televisão domingo à tarde debaixo do edredom. Saudade de ter com quem conversar no final do dia. Saudade de ficar em silêncio ouvindo a respiração. Saudade de ter uns apelidos estranhos, que não têm nada a ver com o meu nome. Saudade de fazer as pazes e abraçar mais forte. Saudade de ser a número um e não apenas mais um número. Saudade de ser entendida sem precisar me explicar. De dizer o que eu quero sem precisar falar. Saudade de ser tão igual e fazer toda a diferença. Saudade do toque, do beijo, do carinho. Saudade do que ainda me falta viver.Talvez seja só a carência, a dúvida, o medo. Amanhã eu descubro.
Não me impressiono com cifras, títulos ou promessas. Não acredito em palavra dita ou escrita. Eu acredito em atitudes, somente. Palavras, eu já tenho. Nasci com esse dom. Posso te contar minha vida inteira e, ainda assim, você não vai saber nada de mim. Quer me conhecer lendo meus textos? Nem tente. Eu não conseguiria descrever um décimo de tudo que eu penso mesmo que eu soubesse todas as palavra do mundo.
Vim ao mundo a passeio. Não sei agradar ninguém dizendo algo que não penso. Ou que não é. Tento dar bons exemplos. Tenho consciência de que sou responsável por tudo que escrevo uma vez que deixo alguém ler. Falo palavrão na hora certa. Xingo na hora errada. Escrevo tudo que vem à minha cabeça sem roteiro, sem pensar se vão gostar ou não. Escrevo tudo que penso. Não penso em tudo que escrevo. Escrevo porque é a forma de organizar meus pensamentos. Escrevo porque é a forma de eu me conhecer mais e de você me conhecer menos.
Não me importo em ser clichê, nem em repetir isso a cada texto. Não me importo de escrever mil vezes sobre o mesmo tema. O amor é clichê e inesgotável. Impossível não ser igual a tudo que já foi dito. Impossível não dizer de novo a mesma coisa. Ouvi na rádio esses dias uma bandinha “emo” cantar que “pra existir história, tem que existir verdade”. Clichê? É. Mas é a maior verdade que ouvi nos últimos tempos.
Não existe mesmo história sem verdade. Mentira tem perna curta, já diz o ditado. E eu digo mais: meias-verdades andam de perna-de-pau. Uma hora, inevitavelmente, elas vão cair. Toda palavra dita se torna mentira sem uma atitude coerente. A verdade está na coerência, na transparência e nas atitudes. Acredito nisso. Acredito nas atitudes coerentes. Todo resto é bobagem.

"...Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu

Achei você no meu jardim"

quarta-feira, 18 de março de 2009

Honestamente eu só quero te dizer: Que eu acertei o pulo quando te encontrei.

“... Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu rolo com você... ”

Não sei, mas de repente me deu uma vontade louca de escrever... Talvez seja efeito da smirnoff ice que acabo de tomar...rs, ou talvez seja a tal burrinha da felicidade que resolveu me visitar.

Nada como um dia depois do outro... Quero dizer ao mundo que as pessoas podem ser melhores a cada dia. Que assim como o sol renasce todos os dias, todos os dias também podemos renascer e se não podemos mudar o que passou, podemos pelo menos melhorar nosso amanhã.

Tantas pessoas passaram e ficaram na minha vida... Não poderia cometer a injustiça de citar nomes, mas em Boa Viagem – CE, Batalha – AL, Bom Jesus – PI, Valença – PI, Picos – PI... Ah, são tantos os lugares, são tantas as pessoas, muitos são os ensinamentos. Muitas são as pessoas que eu amo e que estarão comigo sempre, sempre, sempre e sempre... Infinito é o meu amor por todas essas pessoas.

Tudo é tão frágil, tão perigoso, tão gostoso, intenso... As pessoas poderiam ser boas, terem coração puro...

Sabe, conheci um anjo recentemente. Na verdade já o conhecia, mas ele passou a estar nos meus sonhos, na minha vida, nos meus planos, nos meus desejos... Agora não sei mais falar “meu”... Desde esse dia, tudo é nosso... Nossos planos, nossos sonhos...

“Eu encontrei - o quando não quis mais procurar o meu amor e quanto levou foi pr'eu merecer? Antes um mês e eu já não sei. E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei e ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim. Do nosso amor a gente é que sabe, pequeno. Eu encontrei-o e quis duvidar: tanto clichê deve não ser...
Ah vai, me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar e se o tempo for te levar eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar...”

Honestamente eu só quero te dizer: Que eu acertei o pulo quando te encontrei.

domingo, 15 de março de 2009

: )

Quem eu sou? No que me transformei agora? Aonde eu me perdi para que eu possa me achar? Não sei, mas queria saber... Aonde se encontra aquela menina pura, doce, meiga, que acreditava na bondade e nas pessoas, nos sentimentos bons do coração para fora e das palavras sinceras coração pra dentro?

Devo ter me perdido e nem fiz como João e Maria. Esqueci-me de jogar migalhas de pão ou biscoito para marcar o caminho de volta. Esqueci-me ou simplesmente não o fiz? Sim, meu caminho está marcado com migalhas de sentimentos vividos pela metade.

Mas eu continuo acreditando nas pessoas e nos bons sentimentos. Afinal, não se pode abrir mão dos próprios sonhos. Sinto falta dos bons textos que escrevia, falavam da vida, dos amores, coisas que hoje parecem estar fora de moda para boa parte das pessoas.
“Nem tão perto quanto gostaria nem tão longe quanto à vida me queria, para pensar em você tenho todas as razões...”

Descreveram-me assim recentemente: “Marta, Marta cabeça de menina, corpo de mulher, às vezes singela, outras nem tanto, pessoa maravilhosa, de um coração tão grande que chega perdoar as pessoas que mais a magoam. Pessoa de um coração puro, sem maldade e que se apaixona facilmente. Sofre, chora, luta, sonha, deseja, que vive em busca de um amor pra toda vida, que quebra a cara e depois se levanta... Vou sempre lembrar a Marta que adora beijo na boca, balada, que odeia perder, que adora Internet, que odeia traição, que ama escutar Ana Carolina, MPB, que adora um carnaval, principalmente Chiclete com Banana, que passa horas no celular, que odeia ser deixada para trás, que ama rasteirinhas, que mesmo gostando de praias, prefere passar férias em Picos com os amigos, rsrs. Que gosta de tomar um chope ou uma cervejinha depois da aula...” Ela esqueceu de falar dos medos, inseguranças...

Texto completo: http://monicamferreira.blogspot.com/2009/03/amiga-imra.html

“Amigos são anjos que nos colocam de pé quando nossas asas não lembram como voar e é aquele que sabe quem é você e sabe qual a musica do seu coração e canta quando você esquece a letra. Que te trás de volta quando você se perde no caminho...”
Os amigos e os amores. Ambos mantidos por laços que se fazem e que se apertam com o passar do tempo.

E pra você, bebê: “... O que acontece com a gente
Se eu falasse
Ninguém ia acreditar
As horas viram segundos.
Me perdi totalmente
Me perdi em você...”

quinta-feira, 12 de março de 2009

A.P.M.


Cadê? É essa a pergunta que me faço! Cadê? Cadê os amigos que sempre estiveram comigo? Cadê aqueles que e palavras dizem que me amam, mas em atitudes não passam de mais um em meio à multidão? Cadê o “amigas (os) pra sempre”? Não sei! Queria ter respostas...

Como as coisas podem mudar assim de uma hora pra outra? Amizade é mesmo algo muito sensível... Se conto nos dedos de uma mão os amigos que tenho, ainda me sobram dedos!

Porém, como diz Clarice: “Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.” Só que às vezes nos falta uma mão pra nos segurar. Será que só porque fiz determinada escolha na minha vida as pessoas que enchiam o peito e diziam e dizem que me amam ‘esqueceram-se’ disso?

Se assim for, então prefiro continuar com a minha própria companhia. Não quero números, não quero estimativas, nem quero ser a garota popular, quero só minha vida de volta. Quero ser feliz! Não vejo nada de errado em querer ser feliz. Nunca julguei ninguém, evito falar da vida alheia, não dou espaço para que as más línguas soprem em meus ouvidos.

Pôxa! Sou uma garota normal!

Na verdade tenho alguns amigos que sempre estão comigo, sempre e que nunca me deixaram: Deus! Papel, caneta (lápis ou qualquer outra coisa que escreva), palavras e meus pensamentos... Nunca estou sozinha se tenho esses comigo! Mas às vezes falta uma voz amiga p escutar, para brigar, para sorrir, até pra chorar... Será que só porque realmente fiz uma escolha, uma escolha, que nem ser se é definitiva, as pessoas decidem esquecer o passado, esquecer o que foi dito? Lembrando: refiro-me a amizades!

Pois se assim for, quero mais é que se afastem de uma vez! Não sei ser meio amiga, meia mulher, meia estudante ou meio profissional.

Sei que sou uma menina, sim, sou. Tenho meus 20 anos. Bem vividos, diga-se de passagem... Não arrependo-me de nada que fiz até hoje. MAKTUB – Tudo está escrito! A gente só passa pelo que tem que passar... Só que a vida às vezes é dura demais, só que eu sou mais do que ela! E ela sabe disso. Talvez seja por isso que se ressente e sempre me manda um desafio maior para enfrentar!

Amor, meu bebê... A melhor coisa, o melhor sentimento, o melhor amor, o melhor olhar, o melhor beijo, o melhor toque, o sorriso que me trás paz, o olhar que não me deixa só, a alegria que contagia... Não é você quem me faz feliz, só eu, apenas eu, eu sou responsável por isso, unicamente responsável pela minha felicidade, mas permiti que você fizesse parte disso tudo e não quero que saia, quero que viva tudo isso comigo, ao meu lado...

O que quer que aconteça... Não importa! Se estivermos lado a lado venceremos! Porque eu acredito em nós.

“... E hoje nos lembramos sem nenhuma tristeza dos foras que a vida nos deu. Talvez ela estivesse juntando você e eu...”

sexta-feira, 6 de março de 2009

P. das Maravilhas...

As palavras são minhas maiores companheiras, nunca me abandonaram, ao contrário, questionam junto comigo o que eu não compreendo. Escrevo porque não sei fazer outra coisa, com elas me encontro, me perco e me acho. Porque não sei quem sou e necessito diariamente de uma boa dose de mim mesma e continuarei a escrever enquanto me restarem dúvidas e quando essa não mais existirem acaba aí também a fonte de vida...
Quando me sinto completamente preenchida elas me abandonam, e (re) surgem quando preciso me (re) encontrar...
Sou assim, esse mundo de reticências... Minha força sempre esteve na solidão!
Não se pergunte, e nem me pergunte, o porquê dessas palavras soltas... às vezes tenho medo dessa desorganização profunda.
Eu me perco e me acho, mas não me reconheço. Complexidade? Talvez...
Sou intensa, gosto do inacabado, do que está em formação, do que pode ser moldado. Sou fiel antes de tudo a mim mesma, isso é uma questão de caráter.

"Este não é um texto sobre o amor. É um texto sobre uma cidadã que já amou demais. Que se desconserta quando alguém fala que gosta dela. Que fala a verdade quando deveria mentir. Que já chorou por um amor. Que já chorou por alguns amores. Que não tem vergonha de falar o que sente. Uma cidadã cujo sorriso entrega suas emoções. Cujos lábios se movem quando ela pensa. E cujos olhos não a deixam mentir nunca. Uma cidadã que odeia pimentão. Ama beterraba. Odeia quando tem que esperar alguém ligar. Odeia mais ainda quando esse alguém não liga. Uma cidadã que adora chocolate. Adora não ter mais idade pra brincar de polícia-e-ladrão. Pra fazer joguinho. Adora já ter passado da fase de fingir que ela não está afim quando está. Só que essa cidadã faz tudo errado. Sabe o que é fazer tudo errado sempre. Mas, mesmo assim, ela não tem medo de começar tudo de novo. De tentar outra vez. E essa cidadã só quer viver de novo aquilo que ela conhece muito bem. Amar. Incondicionalmente. Viver incondicionalmente. Viver sem fazer tantos planos. Sem querer prever o futuro. Estar do lado de alguém que é o mundo pra ela. Estar do lado da pessoa certa. Aquela única pessoa com quem ela gostaria de estar. Alguém que conhece todos os seus medos. Todos os seus sonhos. Que sonha junto com ela. Alguém por quem ela abriria mão de todas as maravilhas da vida de solteira. E por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia." Porque eu acredito em vc e cada segundo longe é um desafio. Antes mesmo de tudo acontecer, já éramos nós, apenas nós...

terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Meu nome é felicidade

Nossa! Há tempos que não passo aki p escrever algo bom, algo gostoso, algo que realmente me faça bem... Eh, mas as coisas mudaram. Estou infinitamente feliz. Segunda-feira de Carnaval me fez muito bem, acho que tirei a sorte grande!

Mais doce que doce de batata doce... os olhos lindos, o bico mais lindo... há um tempo não sentia aquele frio gostoso na barriga e o corpo arrepiar só em estar perto...

Olha as coisas melhorando... Feliz, muito feliz!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

...tenho medo dessa desorganização profunda...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Um dia vcs irão entender...

O que vc seria capaz de fazer por amor? Dizem que no amor a na guerra tudo é válido... Se é ou não eu não sei, mas fiz. Minha consciência está limpa, em paz, tranqüila. Por alguns instantes achei que tivesse sido a pior pessoa do mundo, mas foi em nome de algo maior. Ver alguém que a gente ama sofrendo por alguém sem poder fazer nada dói muito e eu vi ali a oportunidade de mostrar de uma vez por todas a realidade. Melhor que tenha sido comigo!

Quem me conhece sabe que faço o que está ao meu alcance pra ver as pessoas que eu amo felizes. Se preciso for, vou ao fim do mundo em busca disso. Não me arrependo de nada que fiz, pelo contrario, agora sim, minha cabeça e meu coração estão tranqüilos. Vai doer nela ainda por algum tempo, mas vai passar. A vida continua e os caminhos não são tão simples, mas temos que seguir...

Querer ser alguém melhor, querer fazer as coisas certas... Às vezes é difícil, cada um vê pela sua própria ótica. Primeiro dia de Carnaval... Pra mim já foi quase uma quarta-feira de cinzas... “E os amores são pra quem sabe flutuar meu bem... Quero ir bem alto, quero me jogar nesse abismo, trago minha blusa aberta e uma rosa em botão, mas quem sabe isso passe sendo eu alguém tão inconstante...”

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Configuração...


Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca. Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim. Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Estou procurando, estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus. Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio. A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais.

Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. Depois de toda luta e cada descanso, quero me levantar forte e pronta, como um cavalo novo. Inútil querer me classificar, eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais. Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia. Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. Por enquanto estou inventando a tua presença...
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ê saudade... Mulher de fases, de frases...



Lua adversa
Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Saudades... Muitas, muitas, saudades!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Pequeno Príncipe


"Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante"

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Seja bem-vindo ao time...


Você foi deixado, assim, sem mais nem menos, de uma hora para outra. Justo no momento em que achava "agora vai". Você nunca se sentiu tão feliz ao lado daquela pessoa; era capaz de buscar água na peneira para ele (ou ela), comprar a lua ou as estrelas, mesmo que isso implicasse um financiamento a perder de vista com juros de 7% ao mês. E eis que você dorme ouvindo um cintilante "eu te amo" e acorda com um "não dá mais".

Pobre criatura. Seja bem-vindo ao time. Se serve de consolo, o primeiro fora é o pior. Depois, você acaba aprendendo a cair, a se levantar, sacudir a poeira e ir dançar mais um frevo. Mas até lá, vai ser dose. Você vai chorar todas as suas pitangas, vai falar dele (ou dela) em todas as rodas e no dia-a-dia para quem se aproximar de você, seja o padeiro da esquina ou o guarda de trânsito ― que veio te multar porque você não pára de chorar ao volante, não vê que o sinal abriu e fechou pelo menos umas três vezes e está atravancando toda uma fila de carros que buzinam lá atrás, sem contar que quase atropelou a velhinha com os dois poodles, pouco antes.

Os amigos vão tentar te distrair e te chamar para a balada. Mas sua fossa será tamanha que vai afugentar quem chegar perto e, ô meu Deus, até mesmo os amigos vão ter que se revezar para te aturar. Que seja, amigo é prá isso.

Você ainda vai procurar seu ex-amor uma dezena de vezes, ensaiando uma reconciliação ou negociar um tempo, quem sabe... Não, você ainda não entendeu que quanto mais se arrasta, menos há chance de volta. E que, bobeando, o fato de não ter volta seja uma sorte maior do que ganhar a Mega-Sena acumulada por três vezes seguidas.

Depois de um mês sem fazer a barba (ou sem se depilar), você recebe um e-mail de consolo daquela amiga (ou amigo) que não via há anos. Um e-mail simples e curto, mas tão terno que faz você entender que o que recebia da ex (ou do ex) estava mais próximo do tapa do que do afago.

A garçonete do bar, ou o peão da obra da frente, dá uma piscadela e você pensa que não está tão mal assim. Aí você reage. Decide virar a página. Em menos de uma semana, já deu um trato no visual, se inscreveu num monte de curso que vivia dizendo que queria fazer ― inclusive o de gaita de fole, aquele instrumento desengonçado que Fifonho (ou Bodoquinha) sempre achou brega ―, encontra os amigos e resolve distribuir seu amor para a humanidade no carnaval de Diamantina.

Quando finalmente você se sente curado, o maldito Fifonho (ou a Bodoquinha) reaparece como que por milagre. Pensou melhor e percebeu que não pode viver sem você. E o que você faz?

Pára tudo!
Este é um momento decisivo, é o clímax de toda a sua curva dramática.

Já disse um sábio chinês que errar uma vez é humano, duas é burrice. Como o próprio termo diz, ex é ex. Já era. Passado, capicce? Toda maneira de amor vale a pena mas, em se tratando de relacionamentos amorosos, uma lei é universal: a da evolução das espécies. É o famoso "a fila anda". Sobretudo se você acaba de sair de uma abdução.

Suas pernas ainda tremem ao encontrar a figura, você sabe que se deixar, acaba tendo uma, duas, todas as recaídas do mundo. A carne é fraca? Então, ponha a mente para funcionar:

1º passo: Corra, Lola! Run, Forrest!
Vá viver! Vocês não têm mais nada para tratar (a não ser que tenham feito filhos no meio do caminho, aí a história é outra). O negócio é fazer as malas assim que sentir a aproximação do ponta-pé e sair correndo sem olhar prá trás. Lá na frente você vai começar a diminuir a toada, apreciar a paisagem, conhecer gente nova e interessante, assuntos instigantes e nem vai se lembrar de onde veio.

2º passo: Ex não é amigo.
Ok, vocês foram o melhor amigo um do outro quando eram namorados. E nada impede que se falem amigavelmente vez por outra. Mas não vá achar que devem combinar saídas e encontros como se nada demais tivesse acontecido. Aconteceu. A casa caiu! E se você foi mesmo abduzido, uma amizade nefasta como aquela não acrescentará nada para a sua evolução pessoal. Deixe os encontros a encargo do destino: atravessando o sinal no meio da rua, xingando no trânsito, essas coisas...

3º passo: Deixe de ser masoquista!
Guardar e ler a cada dois dias as cartas, os e-mails, ver as fotos, ficar remoendo todas as lembranças, manter aquela quantidade de bibelô ou bichinho de pelúcia que só servem para acumular poeira e mágoa... Nada disso vai aplacar a falta que você está sentindo. Jogue tudo fora. Queime essa tralha toda, doe, faça o que quiser, mas limpe o ambiente.

4º passo: Provocar ciúme pra quê?
Você saiu daquele relacionamento se sentindo a lasca da unha encravada do soldado raso da Primeira Guerra Mundial. Nada mais compreensível que agora queira "dar o troco", mostrar que está bem, que deu a volta por cima. O problema é quando quer mostrar que está melhor que o outro. Você começa a se render a subterfúgios na internet, por meio de amigos para fazer o ex (ou a ex) saber que você agora é secretário pessoal do Bill Gates ou que está "pegando" uma das (ou um dos) modelos do São Paulo Fashion Week. Se você comprar um boneco vudu numa loja de macumba, dá na mesma. Você acaba dedicando horas do seu precioso tempo nessa atividade estéril de continuar roendo o mesmo osso. Não percebe que se continuar na sua pode encontrar um prato de filé mignon mais à frente.

5º passo: Produza!
Quer esquecer alguém? Lembre-se de você mesmo e trabalhe! Trabalhe como nunca trabalhou antes na sua vida. 8, 9, 10, 15 horas por dia. Quando cansar, vá para a academia ou vá pedalar um pouco. Gaste energia numa caminhada. Nos fins-de-semana, divirta-se até desopilar o fígado. Vá ao cinema sozinho. Finalmente você não se sentirá obrigado a assistir aqueles filmes idiotas de ação ou aquelas baranguices românticas. A pipoca renderá mais e, de quebra, você se instrui com filmes edificantes.

6º passo: Não se iluda.
Tudo bem, você terá freqüentes arroubos de carência. Mas não vá achar que sair à caça em bares vai aplacar essa sua falta e te por diante da sua alma-gêmea, a quem você finalmente poderá confiar toda a sua existência e o seu amor. Pode "pegar" dez ou doze numa única noite. A cara-metade que lhe é destinada não estará nessa lista. Quando acordar, aquela ressaca moral e o vazio vão te dar um esfuziante "bom dia". E isso se repetirá ad infinitum, até você entender e aceitar que ninguém aparece na vida do outro para "salvá-lo".

Quando você finalmente aprender a cuidar de si mesmo e se virar, vai acabar topando com outra pessoa em igual condição e então contribuirá para a teoria darwiniana da evolução das espécies. Se não achar que é capaz de tal proeza, ao menos tenha certeza de que Fifonho ou Bodoquinha nunca mais terão assento no seu sofá. Como diria Armstrong (o cara da lua, não o trompetista, por Deus!), isso seria um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

E grandes amores começam a toda hora...


Um grande amor acaba por muitos motivos. Acaba em dias de chuva, em tardes ensolaradas. Acaba a toda hora. Assim como quando um grande amor começa. Mas um grande amor nunca acaba de repente. Vai acabando aos poucos. Essa espera pelo fim definitivo de um grande amor maltrata a gente. Dói sem parar. Ainda mais quando era um amor honesto e verdadeiro. Há quem pense que é impossível esquecer um grande amor. Alguns já morreram tentando. E falam como Neruda: “tão curto o amor, tão longo o esquecimento”. Esquecer é difícil. Ainda mais esquecer coisas boas. Momentos felizes. Sorrisos. Aplausos. Aquela noite. O beijo. Aquela dança.

Para esquecer um grande amor é preciso começar evitando algumas músicas. Em especial aquelas que falam de amor, de sonhos ou aquelas que usam demasiadamente a palavra “você”. Porque pra esquecer um grande amor é preciso uma grande dose de individualismo. Tente não lembrar daquela música, daquele dia, naquele lugar, que acabou se tornando a “nossa música”.

Também é difícil de lidar com aquelas coisas que ainda lembram o outro. Aquele perfume que você comprou só porque ele gostava, e que nunca acaba. A camiseta que ela achava o máximo. A blusinha que você estava usando quando ele falou que você estava mais magra. Aquela corrente de prata com um pingente delicado de coração que você viu no shopping e achou que ficaria linda no pescoço dela, e ficou. Os discos, livros e filmes que vocês trocaram, ouviram e assistiram juntos. Enfim, tudo o que representou algo na história daquele amor que você achava que era pra sempre. Quanto a essas coisas ainda não há um consenso sobre o que fazer. Há os que preferem jogar tudo fora. Alguns devolvem. Outros simplesmente deixam de lado. Em qualquer uma das três opções estas coisas dificultam o esquecimento. Prepare-se para isso.

Também existem os amigos. O que fazer com os amigos? Se eles são amigos em comum é melhor evita-los por um tempo. Principalmente o “casal de amigos com quem vocês jogavam boliche”. Faça novas amizades. Conheça gente nova. Encontre pessoas pra quem você não vai ter que contar tudo em detalhes e que, dificilmente, perguntarão sobre o outro. Se os amigos são apenas seus, avalie até onde você está sendo chato, porque todo mundo que sai de um grande amor vira um chato em potencial, e tente fazer novos programas com eles. Amigos são bons em nos fazer esquecer. Conte com eles. Mas não abuse.

As fotos. Caso você tenha receio em queimar, coloque todas as fotos em um envelope de papel pardo. Feche o envelope com cola e guarde no último canto, da ultima gaveta, do último balcão do sótão. Deixe a chave da gaveta em um lugar bem incomum, onde você nunca guardaria. De preferência esqueça esse lugar assim que puder. As fotos são cruéis. Algumas guardam nossa alma.

Destino semelhante merecem as cartas que vocês trocaram ao longo de todo esse tempo. São só palavras. Mas elas foram misturadas e colocadas de um jeito que destroem qualquer pessoa. E o pior é que muitas vezes foi você o responsável por deixa-las assim. As cartas são fragmentos de um contrato que não deu certo. Às vezes elas nos ajudam a entender. Às vezes elas machucam mais ainda. Depois que tudo terminar, leia todas ao menos uma vez. Então as deixe.

Existe muito mais a se fazer para esquecer um grande amor. Todas as outras coisas são tão difíceis como as anteriores. Um grande amor deixa marcas muito profundas. Algumas demoram a cicatrizar. Outras ficam abertas pra sempre. Certas pessoas nunca esquecem. Outras simplesmente apagam tudo. Algumas pessoas são inesquecíveis mesmo.

Às vezes, para esquecer um grande amor só um outro grande amor. Senão não se esquece. E grandes amores começam a toda hora. Em dias de chuva. Em tardes ensolaradas.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

°° O que me castiga é a saudade °°


Às vezes eu fecho os olhos, inspiro e procuro sentir a presença de quem já não está por perto. É um método que eu inventei tempos atrás...

Os grandes amores existem. As grandes paixões existem. Eles existem. Eles simplesmente existem. Eu desejo que todo ser humano possa sentir o que eu um dia já senti. Somente uns poucos minutos daquele entorpecimento juvenil, daquela inundação de sentimentos que enlouquecem, daquela loucura toda que te envolve, te amedronta, aquela confusão monstruosa que vivi quando amei. E quando fui amado. Uma paixão avassaladora que me fez acreditar que eu ainda permanecia vivo. Vivo e amando. E amado. Mas, agora, eu fecho os olhos para dormir. A cama cresceu tanto de tamanho, o meu peito cada vez está menor. E muito mais vazio. Ninguém a me ninar. A minha mão não encontra a sua. Quem foi que viu a minha Dor chorando?! (Augusto dos Anjos, "Queixas Noturnas". Mas, no meu caso, diurnas também). Eu quero uma receita para se esquecer um grande amor, o senhor tem aqui para vender? O preço não me interessa, eu só quero poder seguir em frente. Nem precisa ser em frente..., basta seguir. Porque A minha vida sentou-se/ E não há quem a levante (Mário de Sá-Carneiro, "Serradura").

E o vazio logo aparece, não dá um minuto de folga (“meter a cara no trabalho” é algo que também não tem funcionado). O telefone não toca naquela hora, a minha caixa de e-mails não tem pena de mim, já não tem novidade boa a me contar. Uma sensação leve e prematura de derrota logo se apodera da gente. Depois ela cresce. Já não é mais sensação, é derrota mesmo. Eu não tenho mais para quem escrever os meus defeituosos poemas, a quem dedicar meus pensamentos, quem vai me acalmar quando a agonia aparece sem avisar? Ainda nem maldisse toda a minha sina e mazela, nem afoguei minhas (agora) crônicas mágoas na cachaça libertadora, também não há outro perfume no meu corpo. Viver é amar, um dia me explicaram direitinho. Eu era inocente e acreditei. Só inocentes e tolos crédulos aprendem isso, eu tive o azar de ser um deles. Nem ouso reclamar.

Quando acordei foi em você que eu pensei. Provavelmente pensei em ti durante toda a noite também, mas dessa vez tive a sorte de não recordar. Não importa como minha vida esteja seguindo, é sempre em seu sorriso que meus pensamentos se convergem. Não há fuga nem plano B. Eu aprendi que não é te esquecendo que irei me livrar de você. Não importa quanto tempo transcorra, jamais me esquecerei daquela noite, aquela, quando estupefata você ouviu minha curtíssima e derradeira declaração de amor. Metade do tempo eu reflito sobre o que ela significou e o que ela irá se tornar em alguns parcos anos. Logo, meu coração será de outra pessoa, as suas coisas queimarei no quintal (afastando a cachorra para que não se queime) e essa frase eu voltarei a dizer. Mas não para ti, jamais para ti, nunca mais para ti... Você será apenas uma lembrança, feito tantas outras, e eu serei apenas uma lembrança para você... feito tantas outras. Já não me amas? Basta! Irei, triste, e exilado/ Do meu primeiro amor para outro amor, sozinho (Olavo Bilac, "Desterro").

Quem errou mais? Isso não importa agora, logo, posso ficar com toda culpa pelo nosso fracasso. Sempre sonhei com algo diferente, como nos contos de fadas e nos pagodes de três notas (e se me perguntam Que era mesmo que eu queria?/ ”Eu queria uma casinha/ Com varanda para o mar/ Onde brincasse a andorinha/ E onde chegasse o luar”, Vinicius de Moraes, "Sombra e Luz"). A realidade foi deveras distinta disso, só Deus é testemunha das minhas queixas. Mas, nesse momento, nada disso importa, nada do que doeu agora importa. Eu vou ficar aqui, sozinha, com minhas lembranças e nosso fracasso. Vou lembrar das partes boas, para me emocionar com a saudade. Não lembrarei de nenhuma briga, nem nada disso! Eu quero uma receita para esquecer dos momentos ruins, dos bons eu não preciso. Não preciso e não quero. Para que esquecer do que me orgulho? Do que me fez feliz? Deixa a saudade me machucar, meu anjo, uma hora ela se cansa. Eu não abro mão de recordar o quanto fomos felizes. Acabou, mas não sem muito amor. É o fim, mas não antes de muitas promessas de eterna felicidade. É isso o que vale, afinal. Eu busco isso a cada instante de minha vida.

Mas agora ele está lá e eu aqui. Ele está lá seguindo a vida dele, e eu estou aqui, seguindo a minha. Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte (Neruda, "Aqui eu te amo"). Ela esta lá vivendo a vida dela como se nada tivesse acontecido. Acho, realmente não sei dizer (Teus olhos são duas silabas/ Que me custam soletrar./ Teus lábios são dous vocábulos/ Que não posso,/ Que não posso interpretar Fagundes Varela, "Canção Lógica"). Às vezes eu olho para os céus para descobrir se sinto algo de novo. Quem sabe um daqueles meus suspiros. Passo horas olhando as estrelas, sem entender por que elas brilham. Elas deveriam fazê-lo somente quando você fosse minha, não em qualquer situação. Mas você segue a sua vida, almoça feliz e se diverte enquanto procuro a receita para te esquecer. O que me castiga é a saudade. Não irei chorar, nem lamentar, tampouco desejar a morte. Irei apenas seguir em frente, sozinho agora, às vezes pensando: o que será que ela faz nesse momento?, agora que chove lá fora! O que será que ela faz? Será que pensa em mim? Será que sorri? Eu abro os braços para envolver a minha vida.

Lembra da música da Elis? Vou querer amar de novo e se não der eu não vou sofrer...? Preciso te dizer a verdade: se isso acontecer, eu vou sofrer sim, meu coração só existe para amar de novo, espero que você entenda. Eu sigo a minha vida por aqui, você continue a sua por aí. Se consegui a receita para se esquecer de um grande amor? Não, parece que isso não existe mesmo. A minha é seguir em frente, então, e quando não der, chorar, não há problema nenhum isso, quem aprende a amar, aprende a chorar também (Paulinho da Viola, "Amor Amor") . Eu aprendi, pratiquei contigo, jamais te esquecerei.

Cantemos a canção da vida,/ na própria luz consumida...

(Mario Quintana, "Inscrição para uma lareira")

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Presente...


"Tem gente que vai embora, mas a gente sente que ficou.
Tem outras que nunca se vão,
mas a gente sente que se foram..."
[Juscelino Moura]



Meu amigo JK, Jujuba, Jujubex, Ju, Juju... Hoje a tarde quando eu estava sentada com DPH na recepção e vc veio com seu jeito sempre carinhoso me abaçar e eu tristinha... Vc perguntou qual era o problema e eu disse: não é problema, é amor... Vc entrou no estúdio e voltou minutos depois com o rascunho desse verso... Nas minhas poucas palavras e do meu olhar você conseguiu traduzir nesse verso e me fez derramar lágrimas de saudade. Esse presente é lindo, obrigada... Sensibilidade: ou vc tem, ou vc não tem! [risos]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Até onde pretendemos chegar? É interessante observar o quão isolados estão nossos objetivos, ou melhor, quantas coisas temos que deixar para trás para alcançá-los. À medida que avançamos, nunca resistimos em olhar pra trás, e ver que as coisas vão ficando cada vez menores e distantes e quando você olha pra frente percebe que está em meio ao deserto, o que fazer? Já nem se pode voltar atrás, o que se ver então é um horizonte de incertezas, mas você segue em frente guiado pelo que você acredita que vai encontrar. Newton talvez tenha encontrado não só as leis da física, mas sim, as leis da vida: para toda ação existe uma reação de mesma intensidade na direção oposta. Isso se torna prático quando temos que nos lançar aos desertos que a vida nos trás, de acordo com o que fazemos nos é exigido algo de mesma intensidade, mas no sentido oposto ao que desejamos. Muitas vezes não conseguimos perder de vista essas coisas que temos que deixar para trás e acabamos ficando ou voltando, mas outras vezes seguimos em frente, mesmo temerosos, sem medo de arriscar e quando tudo da certo você decide abandonar tudo novamente e seguir adiante ou voltar pra casa. Mas qual o momento de ir? E qual o momento de voltar?
Que tal refletir um pouco heim?!! Eu ainda estou indo ao deserto, consigo ainda ver muitas coisas quando olho para trás, mas sei que uma hora vou perdê-las de vista, então pretendo seguir nessa inércia. Talvez esse dia já tenha chegado, encontre seu caminho de volta pra casa...
E sejas feliz!!!

by... "

Obs.: Esse texto é um comentário feito para o post “A carta – Legião Urbana”. ‘Desconheço o autor’.

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Eu não sei o que pensar... Passei o dia inteiro pensando nessas palavras e na possível pessoa que as escreveu. Uma coisa é certa, essa pessoa me conhece, e bem. Provavelmente está longe de mim, do outro lado de um abismo que foi criado sabe-se lá por que. Mas o jeito de escrever... Essa história de objetivos, deixar coisas para trás para alcançá-los... Mônica, eu acho que cometi um equívoco essa manha quando tentava descobrir de quem era esse texto.

Não olhar para trás é impossível. Ver tudo lá bem menor ate desaparecer só acontece se a gente, se eu e você, permitirmos.

Voltar pra casa? Como? Minha vida, meu mundo está virado. Eu me sinto sozinha, mas não sozinha de amigos, é sozinha comigo mesma. Medo do amanhã, do que me espera, medo dos meus sentimentos. Eu não deixo de viver por isso, mas uma parte minha se perdeu e sem ela tá muito difícil. Nunca gostei de rótulos, sempre tive minhas vontades feitas no momento em que eu bem queria. Eu não sei amar, eu n sei manter quem eu amo ao meu lado. Se isso tudo é uma prova, um teste, Senhor, eu não sei nem como colar do colega ao lado.

"Não sou tão triste assim, só estou cansada. Porém, não sei se estou cansada, por estar realmente cansada ou se cansada a ponto de desistir" (Clarice Lispector)

Marta Soares

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A carta... Legião Urbana


Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio a saudade visitar meu coração
Espero que desculpes os meus erros por favor
Nas frases desta carta que é uma prova de afeição.

Talvez tu não a leias mas quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa é confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida mais ninguém.

Tanto tempo faz, que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa que eu sonhava
E guardo a impressão de que já vi passar
Um ano sem te ver, um ano sem te amar.

Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tu tivesses só entusiasmo
E para terminar, amor assinarei
Da sempre, sempre tua...

Tua menina

Saudade é não saber...


“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Cortar o dedo com a Gilette dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater com a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, dos abraços, dos sorrisos, do bom humor, do olhar. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém, ninguém msm, sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquele decote enlouquecedor. Não saber se foi na consulta como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se tem assistido às aulas da faculdade; se ela continua preferindo whisky... Se continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se continua dançando daquele jeitinho que só ela sabe; se continua adorando o MC Donald's; se ela continua amando... Se continua a dirigir como se tivesse numa Fórmula 1 e sem cinto de segurança; se continua a dormir pouco. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer saber. É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é não mais saber de quem se ama, e ainda assim doer, doer muito; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”


“Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...
Lá, Lara Lara, Lá Lara Lara ...
Lá Lara Lara ..."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia


Este não é um texto sobre o amor. É um texto sobre uma cidadã que já amou demais. Uma cidadã que faz tudo errado. Que se desconserta quando alguém fala que gosta dela. Que é contraditória por natureza. Que fala a verdade quando deveria mentir. Que diz que é fiel aos seus sentimentos mas não entende nada sobre fidelidade. Que gosta de um cara mas sai com outro sábado à noite. Que quer se matar por dar 'end' no cidadão que ela mais quer quando ele liga e ela está com outro. Que já largou um cara dentro do cinema sozinho e nunca mais voltou. Que já saiu de casa às duas da manhã numa terça-feira fria. Que já chorou por um homem. Que já chorou por alguns homens. Que não tem vergonha de falar o que sente. Uma cidadã cujo sorriso entrega suas emoções. Cujos lábios movem quando ela pensa. E cujos olhos não a deixam mentir.
Uma cidadã que odeia pimentão. Ama beterraba. Odeia quando tem que esperar alguém ligar.
Odeia mais ainda quando esse alguém não liga. Uma cidadã que adora chocolate. Que queria morar sozinha. Adora sua própria companhia. Adora não ter mais idade pra brincar de polícia-e-ladrão. Pra fazer joguinho. Adora já ter passado da fase de fingir que ela não está afim quando está.
Só que essa cidadã faz tudo errado. Ela diz por aí que quer namorar. Mas se esquiva quando seus casos começam a ficar sérios. E só se envolve com os “não-namoráveis”. E anda dispensando todos os caras com quem ela poderia pensar em fazer planos. Talvez porque, lá no fundo, ela goste de ser solteira. De poder escolher com quem ela vai sair no final de semana. Talvez ela queira ligar praquele cara bacana no meio de alguma festa.
Talvez porque ela ache que sair e conhecer novas pessoas seja uma coisa legal. E porque ela ainda não encontrou alguém que faça valer a pena largar tudo isso pra se comprometer a um cara só.
Talvez porque ela goste de chegar em casa sozinha. Tirar suas roupas e se jogar em cima da cama. Poder deixar tudo espalhado. Reservar-se o direito de não atender o telefone fixo. Assistir ao canal de TV que ela bem entender. Ficar na internet por quantas horas achar conveniente.
Dar end no celular de acordo com seu humor. Ir e vir de onde ela bem entender. À hora que ela bem entender. E com quem ela bem entender. Talvez tudo isso seja verdade. E talvez tudo isso passe. Mas fato é que a cidadã não vai abrir mão disso por pouca coisa. E que ela não troca suas tardes de domingo sozinha por tardes de domingo em companhia errada.
Fato é que a cidadã não quer alguém pra chamar de namorado. E o dia que ela encontrar, ela não vai deixar esse alguém escapar por nada deste mundo. Porque essa cidadã sabe o que é perder o cara que é o amor da sua vida. Sabe o que é fazer tudo errado sempre. Mas, mesmo assim, ela não tem medo de começar tudo de novo. De tentar outra vez. E essa cidadã só quer viver de novo aquilo que ela conhece muito bem. Amar.
Incondicionalmente. Viver incondicionalmente. Viver sem fazer planos. Sem querer prever o futuro. Estar do lado de alguém que é o mundo pra ela. Estar do lado da pessoa certa. Aquela única pessoa com quem ela gostaria de estar. Alguém que conhece todos os seus medos. Todos os seus sonhos. Que sonha junto com ela. Alguém por quem ela abriria mão de todas as maravilhas da vida de solteira. E por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia.

Sou do signo de Touro, nascida em 30 de abril de 1988. Sou dedicada. Franca. E exijo o mesmo das pessoas. Não gosto de meias-palavras ou meias-verdades. Só uso meias brancas. Quase nunca passo o reveillon de branco. Sou do avesso. Talvez eu seja, sim, o oposto daquilo que esperam de mim. Gosto dos bichos. Não gosto de muitas pessoas. Minha vida é desalinhada. Choro como uma criança. Talvez eu mereça mais que isso.
Talvez meu jeito estúpido de amar as pessoas ao meu redor não seja suficiente.
Talvez eu precise começar do zero e aprender a amar. Aprender a viver como se diz no manual. Sou temperamental. Aprendi com os bichos. Não gosto de ser incomodada sob o risco de eu te dar uma mordida e arrancar seu dedo fora. Gosto da liberdade, mas adoro companhia.
Admiro as araras azuis. Aprendi no Discovery Channel que elas passam a vida inteira com o mesmo companheiro. São livres. Ninguém, nem nenhuma lei, obriga ninguém a ficar junto por mais tempo do que o amor consegue fazê-lo. Eu acredito nisso. No amor livre. No amor enquanto houver amor. No respeito, na cumplicidade, na transparência. E não estou falando de lingerie aqui.
Por não saber o que quero da vida, vivo fazendo o que não quero. Por não saber amar, vivo levando na cara. Por amar demais, vivo sonhando. Por não acreditar nos sonhos, vivo me ferrando. Por me ferrar sempre, vivo me fechando. E por me fechar demais, vivo sem amor. Vivo com poucos amigos, poucas cifras e poucos CDs. Vivo com alguma poesia. Vivo sem sorte no jogo e apostando no amor.
Não quero amor de fim de noite. Não quero amor de uma noite só. Não sei mais paquerar ou fazer joguinho de “não te quero só pra você me querer”. Não preciso que me queiram pra massagear meu ego. Tenho foco. Não preciso de homem pra massagear meu ego. Não preciso de ninguém pra me dizer o quanto sou linda, gostosa e inteligente. Pra isso, tenho espelho, academia, papel e caneta. Não preciso usar meu corpo ou muito menos minhas palavras pra conquistar alguém. Pra isso, tenho sentimentos que falam por mim.
Acredito no amor, apesar de o amor não acreditar em mim. Valorizo as pequenas coisas, como o chocolate no fim da tarde e o almoço no meio do dia. Valorizo a boa intenção. A boa fé. Acredito nas palavras do coração pra fora. E nos sentimentos do coração pra dentro. Acredito em tudo que vem de dentro da alma. Acredito no agora e desconfio – muito – do futuro. Desejo o bem pra quase todas as pessoas que conheço. Acredito no desejo. Acredito na vontade que faz acontecer. Acredito que tudo que queremos de verdade acontece. Respeito todas as crenças. Acredito no amor que dura uma vida inteira. Desconfio do amor que dura uma noite. E respeito todas as formas de amar.

Prazer, Marta Soares.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ser ou Não Ser de Ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois?
Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida....
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram.
Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix".A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.

Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.
Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender a amar se relacionando, trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo e não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também...É não ser livre para trocar e crescer...É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.
Arnaldo Jabor

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, sorriso, olhos, pernas, pescoço, mãos... Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... Isso a gente vê depois... Se calhar... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... Experimente me amar!

Apresentação

Ah, lá vamos nós outra vez... Bem, até agora eu não falei pra vcs quem sou eu e isso é uma falta de educação gravíssima. Perdoem-me, mas vou continuar sendo mal educada, não vou falar quem sou, nome, de onde venho, o que faço... Vcs vão conhcer a pessoa que vai alimentar esse blog, Sou um anjo e anjo a principio não possui sexo! Então posso falar como menina e como menino, vai depender do meu estado no momento em que tiver escrevendo.

Mas preciso esclarecer uma coisa, tudo o que escrever aqui será puro, verdadeiro e honesto! Nada que não seja de coração aberto virá pra cá, certo? Combinado!
A maioria de suas respostas foi a letra "c":
Você está definitivamente seduzido pelo amor, pronto a se entregar à primeira chance que ele te der. Entretanto, o que parece ser a melhor coisa do mundo pode se transformar numa espécie de afogamento se você “for com tanta sede ao pote”, como diz o ditado. Desejar viver um grande amor é ótimo, desde que você não esteja ansioso demais, não coloque toda a sua vida na dependência desta possibilidade. Claro que acreditar no amor é fundamental para que se possa vivê-lo e isso é um ponto muito favorável em você. Parabéns! Mas quando não existe consciência alguma de limite interno, o mais provável é que você atraia pessoas que ultrapassem seus limites sem que você perceba e tenha tempo de barrá-las. Quando se dá conta, já foi violentado, magoado, desrespeitado... e fica com a sensação de que amar é sofrer ou de que esta é sua sina: amar sem ser correspondido, e ainda exaltando tamanha dor de modo poético e trágico. Além disso, também pode atrair pessoas tão ansiosas quanto você, com quem você se mistura tão indefinidamente que termina perdendo a noção de seus contornos, tornando o encontro simbiótico e empobrecido. Não é troca e sim consumação. Fique atento aos limites e, no mais, continue apostando na grandeza e na força do amor.

L.C.P.T.


sábado, 3 de janeiro de 2009

Pq quem ama cuida

Eu tenho invertido alguns valores...
Não sou perfeita e nem desejo ser. Eu quero mais é que meus desejos tortos corram por aí!
Você sabe o que é se entregar de corpo e de alma a alguém? Sabe o que é apostar em uma pessoa? Confiar nela qdo todo o mundo te diz o contrário? Qdo ngm aposta nela, nem ela mesma? Pois eu me etreguei a esse algm! Acreditei na mudança...

Mais uma vez fui ingênua, sonhadora... Eu acredito demais nas pessoas! Agora quero acreditar em mim, no que sou, no que posso ser. Quero crer que EU posso ser o mundo de alguém. Eu me apaixono por pessoas, não quero saber quem é, o que tem, o que pode me oferecer materialmente; Quero só que me faça feliz!

Se quem ama cuida, vou achar algm que cuide de mim...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Versos Simples

"Sabe, já faz tempo,
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
Saudade,
Já não sei se é a palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito
Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples,
Mas que fiz de coração".

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