domingo, 22 de março de 2009

Dor de amor podia ser indolor

As dores de amor deviam ser indolores... Sabe, que nem quando você é criança, se machuca e lá vem sua mãe passar mercúrio e mertiolate...? A ferida tá ali, mas não dói!

Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer. Você tem um rebolado... Tem o corpo tatuado... Os olhos verdes de esperança, esperança que me apego agora à espera da sua volta. As palavras não são suficientes pra dizer o que tá aqui. Quando eu te vi andava tão desprevenida que nem ouvi tocar o alarme de perigo. E você foi me conquistando devagar, quando notei já não tinha como recuar e foi assim que nos juntamos distraídos.

Então tá bom! É, senta e conta logo tudo devagar, não minta, não me faça, suportar você caindo nesse abismo enorme tão fora de mim. Há outras coisas no caminho aonde eu vou, às vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são meus e que não abro mão. Sei olhar o rio por onde a vida passa, mas ainda consigo me precipitar e perder a hora, mas escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora? É... Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri, palavras me aguardam o tempo exato pra falar, coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...

"Todo sentimento precisa de um passado pra existir. O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca, ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica... " (Poema de Benjamin Constant)

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"Te trago meus versos simples, mas que fiz de coração"

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