É magoa. Já vou dizendo que se eu encontrar com você to com três pedras na mão. Eu só queria distancia da nossa distancia. Saí por ai procurando uma contra mão, acabei chegando à sua rua e a duvida era qual era a sua janela. Lembrei que era pra cada um ficar na sua... Atirei uma pedra na sua janela e logo correndo me arrependi, foi o medo de te acertar, mas era pra te acertar e disso quase me esqueci. Atirei outra pedra na sua janela, uma que não fez o menor ruído, não quebrou, não rachou, não fez nada e eu pensei que talvez você tenha me esquecido. Eu só não consegui foi te acertar o coração porque eu já era o alvo de tanto que eu já tinha sofrido. Ai nem precisava mais de pedra... Minha raiva quase transpassa a espessura do teu vidro. É magoa e o que eu choro é água com sal. Se der um vento é maremoto, se eu for embora não sou mais eu. Água de torneira não volta e eu vou embora. Adeus. O tempo vai passar você vai ver. Você está tão longe de entender o que eu falo, aqui, diante de você. O sol me reconforta, eu ando só e sei que você anda por aí. Eu nunca mais te vi ao meu redor, nem sei se me encontrei ou te perdi. Talvez eu siga sem você daqui pra frente, afinal, a vida tem caminhos muito desiguais. Disseram que você falava muito em mim e agora veja como a gente foi ficar... Vou sorrir pra tristeza agora.
“... Você foi dos amores que eu tive o mais complicado e o mais simples pra mim... A mais estranha historia que alguém já escreveu. E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar outra vez. Você foi brincadeira mais seria que me aconteceu... O amor mais amigo que me apareceu...”
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"Te trago meus versos simples, mas que fiz de coração"